terça-feira, 21 de abril de 2015

De volta ao primeiro amor.

(Leitura quase obrigatória aos casais)

Como e porque João escreveu essas cartas? Foram escritas mediante uma visão extraordinária que o apóstolo teve do Cristo exaltado. Não é o meigo mestre Nazareno no aspecto físico, mas uma visão num a deslumbrante visual do Cristo glorificado ao qual João descreveu o que utilizando as metáforas para explicar a visão.

Porquê? Cristo é a plenitude do homem Jesus do inicio ao fim da evolução humana desde o seu aspecto embrionário no ventre de Maria seu nascimento até a plenitude da maturidade aos 33 anos quando morreu crucificado.

A cartas têm um tom solene entre advertências e promessas, para que tanto homem e mulher possam compreender as implicações de estarem envolvidos com Cristo e evoluírem como Ele evoluiu na sua trajetória terrena respirando o oxigênio do amor desde o inicio de seu nascimento até o fim de sua vida terrestre. Sua morte é o ápice de sua dedicação pela humanidade e sua ressurreição é o que resulta como zênite desse amor.

Paulo escreveu aos Efésios
“Até que todos cheguemos à unidade da fé ao conhecimento do filho de Deus, à varão perfeito, à medida da estatura completa de Cristo.” (Efésios 4:13)

João ao receber essa revelação sofreu tremendo impacto vindo a cair como morto, desfalecido completamente aos pés de Cristo. Jesus colocou a mão direita sobre ele e disse: “ “Não temas; eu sou o primeiro e o ultimo. Eu sou Aquele que vive, estive morto, mas eis aqui estou vivo pelos séculos dos séculos e tenho as chaves da morte e do inferno.”

As cartas são acompanhadas de advertências e promessas. É importante frisar que a mensagem é escrita de forma individual a uma coletividade. No sentido de ser “Iklesia”. Os cristãos do primeiro século nem de longe entendiam igrejas como ajuntamento de pessoas no aspecto corporativo de uma denominação como alguns interpretam em pleno século XXI.

Eles compreendiam o sentido de ser um povo “separado” que apesar de serem muitos assimilavam o principio da unidade APESAR DA DIVERSIDADE em assembléia solene. Eles compreendiam essas cartas na subjetividade de cada um. É dessa forma que eu entendo a mensagem das sete cartas as igrejas.

É preciso entender a igreja de Cristo não é um CNPJ; ela tem uma identidade, ela é a noiva de Cristo. É uma construção parecida em uma relação intima tanto do homem e da mulher casados em Cristo. Não quero abordar essas cartas de forma escatológica preterista ou futurista, mas, identificar a mensagem na subjetividade de um homem e uma mulher que são indivisos antes de ser uma unidade de uma só carne.

O grande problema que casais cristãos enfrentam está no aspecto individual de crescer nafé em Cristo. Apesar da cultura adquirida de cada um no seu lugar de origem (fator relevante). A forma como constroem a espiritualidade reflete de forma negativa com a cultura do lugar ao construir harmonia com Cristo na subjetividade de suas vidas.

A nova vida em Cristo é que vai dar o ritmo de qualidade de vida ao casal em relação ao outro para que se auto realizem em Cristo e adquiram o auto conhecimento em Cristo mediante o novo nascimento( II Corintios 5:17).

A construção de um relacionamento sofre influencia cultural ao qual tem tudo a ver com a região geográfica que os homens e mulheres vivem e se relacionam. Tem a ver com o posicionamento que cada um tem diante da influencia que essa cultura local impõe a sua vivência individual.

Quando se convertem a Cristo e casam, procuram construir uma espiritualidade sem demolir a cultura antiga em que foram formados. Dai surgem as crises no relacionamento; se não administrarem juntos, essa questão perderão a unidade tão preciosa para a construção de um casamento bem sucedido.

Aos cristãos em Éfeso há uma vivência de espiritualidade aparentemente sadia, digna do elogio de Cristo, porque são méritos que as pessoas daquele tempo adquiriram na construção de um relacionamento com Deus.

Na ikllesia do primeiro século , os efésios eram ativos e perseverantes. Ao praticar sua fé, não toleravam as obras heréticas dos Nicolaítas e nem tampouco suportavam obreiros fraudulentos; no entanto apesar das virtudes falava-lhes a essência maior de sua motivação que é descrito como a perda do primeiro amor ... “ Suas primeiras obras”, ao qual Ele diz:
“Tenho porem contra ti que deixastes o teu primeiro amor.”

Éfeso era uma cidade muito rica, centro de comércio, artes e cultura, era sede do governo romano. Cultuava deuses e deusas pagãs, sendo a principal a deusa Diana. O templo desta deusa tinha 127 colunas de 20 metros, feitas de mármore vindos da Pérsia. Em Éfeso muita gente se converteu ao cristianismo através da instrumentalidade de Paulo. Antes da conversão adoravam ídolos, que satisfaziam a si mesmos, um deus moldado as suas necessidades egóicas.

Precisavam aprender que:além da conversão em Cristo, precisavam aprender a converter-se ao coração um do outro. Aqui está uma atitude aparente, com uma motivação diferente. Cultivar uma relação que um se acostuma com o outro MEDIANTE DISCIPLINA, é virtuoso e digno de elogios mas senão regar um condicionamento especial com Cristo e transmitir esse amor ao outro a relação fica incompleta. A única coisa que Cristo quer de nós é que o amemos com intensidade. Se o fizermos, tudo o mais será iluminado. Quem vive o primeiro amor com Cristo, nunca se esvazia dessa qualificação. Esse amor transborda e alcança o outro efusivamente.

Estar casados em Cristo o servir passa a ser melhor que ser servido. O prazer de servir pelo servir em amor ultrapassa o egoismo, Jesus não se impressiona com a extensidade das minhas obras e sim com a intensidade do meu amor. Pois esse amor é a essência que qualifica no servir ao outro. Abam se as competições e as cobranças de qualquer na relação.

Não é o tanto que eu trabalho para Ele, mas sim o quanto eu o amo. No retorno desse primeiro amor deve ser irrigada uma relação de fazer e servir motivado pelo Amor Dele, em mim em manifestação pura de Sua graça. Na medida em que saio das periferias do meu ego em ser querido e envolvo-me em alto grau de amor por aqui há se estabelecerá uma vivência de espiritualidade sadia, digna de elogio do Cristo, porque são méritos na construção de um bom relacionamento com Ele. Os cristãos de Éfeso. Eram ativos e perseverantes, não toleravam as obras dos Nicolaítas e nem tampouco suportavam obreiros fraudulentos; no entanto apesar das virtudes falava-lhes a essência maior de sua motivação que é descrito como a perda da motivação de suas primeiras obras, o primeiro amor. Cristo, isso intensifica a minha espiritualidade e alcança a minha relação de forma transbordante pelo outro ser quem é.

O conselho de Cristo é que tem que haver avaliações na vida conjugal o quanto se faz necessário reconsiderar as ações. Arrepender-se desse formalismo na relação, e as praticas das primeiras obras motivados pela essência do evangelho , o Amor dele por mim, e eu por Ele é faz o outro feliz. Nenhum ser humano tem capacidade de fazer o outro 100%feliz. Mas, em Cristo é possível, porque Nele há o milagre da água transformada em Vinho! Não em simples vinho... Vinho da melhor qualidade. O Milagre da qualidade.


PEDRO LUÍZ DE ALMEIDA 

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