sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Resolvendo Conflito Matrimonial parte 3

[Nota do redator: As primeiras partes desta série, publicadas nas últimas duas edições desta revista, sugeriram os primeiros oito passos para resolver conflito no casamento: * Tenha fé,  Ore pela força que Deus dá, *  Respeite a autoridade da Bíblia,  Respeite o padrão da Bíblia como autoridade no lar,  Aja com amor, ‘ Expresse e mantenha compromisso com o casamento, * Expresse apreciação e louve pelo que é bom, * Discuta o problema. Nesta última parte, ele dá mais duas sugestões.]

* Reconcilie-se

A meta não é falar sem parar, nem simplesmente dar vazão a frustrações, mas sim, resolver o problema. Você deverá buscar e determinar um plano de ação pelo qual o problema cesse de aliená-lo.

Transija e tolere diferenças de ponto de vista, quando possível.

1 Coríntios 13:4 — O amor é paciente, é benigno. O amor não é egoísta.

Cada casal encontrará, um no outro, características que gostaria de mudar, mas não pode. O pecado não deve ser tolerado, mas se não há pecado e a pessoa só faz coisas que nós não gostamos, o amor não empurrará os desejos pessoais até o ponto da alienação. Aprenda a tolerar estes assuntos sem amargura.

Romanos 14 — Até mesmo algumas decisões espirituais são questão de opinião, e não de pecado. Se você não pode provar que seu cônjuge cometeu pecado, não conclua que ele seja culpado.

Tiago 3:14-18; Mateus 5:9; Romanos 12:17-21; 1 Pedro 3:11 — Procure sinceramente uma solução pacífica para o problema. Devemos querer que o conflito termine, mesmo que desistamos de nossos próprios desejos para consegui-lo.

Em alguns assuntos, pode haver entendimento para dar e receber. Desde que nenhuma convicção bíblica seja violada, procure uma solução conciliatória: "Eu concordo nisto, você concorda nisso." Ou, "Desta vez faremos do seu jeito, na próxima vez faremos do meu jeito."

Lembre-se de considerar modos de você se envolver e ajudar seu cônjuge a fazer melhor uma tarefa, em vez de ficar sentado e criticando. Talvez, em algum assunto, terminarão cada um seguindo um caminho separado e fazendo coisas separadas (Atos 15:36-40).

Contudo, se um dos cônjuges é culpado de pecado, então é preciso ser feita uma outra abordagem.

Arrepender-se do pecado.

2 Coríntios 7:10; Atos 8:22 — Se um ou ambos os cônjuges tiverem pecado, a Bíblia diz para se arrependerem e orarem por perdão. Por que os pecados na família deveriam ser diferentes?

Arrependimento é uma decisão e compromisso de mudar. Temos que reconhecer que temos estado errados e concordar em fazer o que é certo. Se o pecado for a causa de nossos problemas, nunca corrigiremos nosso casamento enquanto não arrependermos (Lucas 13:3; Atos 17:30; 2 Pedro 3:9).

Peça perdão pelo pecado (confesse-o).

Lucas 17:3-4 — Se pecamos, temos que dizer "Arrependo-me". Algumas vezes percebemos que estávamos errados, mas não queremos admiti-lo. Enquanto não fazemos isso, aqueles a quem prejudicamos não podem saber que nos arrependemos.

Mateus 5:23-24 — Quando prejudicamos alguém, precisamos procurá-lo e corrigir, ou Deus não aceitará nossa adoração. Você tem reparado as ofensas que tem feito à sua família?

Tiago 5:16 — Temos que confessar nossos pecados uns aos outros. Algumas vezes, as pessoas com quem temos que nos desculpar são aquelas mais íntimas. Pensamos que, se admitirmos erro, elas perderão o respeito por nós. Isto é simplesmente orgulho. mas o amor não é vaidoso (1 Coríntios 13:4).

Provérbios 28:13 — Aquele que encobre as suas transgressões jamais prosperará, mas aquele que as confessa e deixa, alcançará misericórdia.

Seja preciso. Não minimize, não dê desculpas, não escape da culpa, nem recrimine. Não diga, "Enganei-me, mas veja o que você fez!" Mesmo que você esteja convencido de que seu cônjuge também está errado, admita honestamente seu próprio erro e corrija-o primeiro. Não tente salvar as aparências. Não exija que o outro o perdoe nem lhe diga como deverá tratá-lo. Apenas se humilhe e peça desculpa. Mais tarde, talvez em outra oportunidade, discuta os erros que você crê que ele precisa corrigir.

Ore por perdão.

Atos 8:22 — Pedro disse a Simão [o mágico] para se arrepender e orar por perdão. Se pecarmos, precisamos confessar, não apenas ao nosso cônjuge, mas também a Deus.

1 João 1:9 — Ele é fiel e justo para nos perdoar, se confessarmos nossos pecados.

Quando você tiver pecado, você confessará humildemente a Deus e a seu cônjuge? (Mateus 6:12; Salmos 32:5).

Perdoe um ao outro.

Lucas 17:3-4 — Quando alguém pecou contra nós e confessa, temos que perdoar, mesmo sete vezes num dia, se necessário. O perdão é freqüentemente necessário nas famílias. O amor perdoa tantas vezes que for necessário.

Colossenses 3:13 — Precisamos perdoar do modo que Deus perdoa. Como queremos que Deus nos perdoe? Será que queremos que ele diga, "Já perdoei você bastante. Não me importa o quanto você esteja triste nem que tente muito, eu não perdoarei"? Queremos que ele nos perdoe, mas depois fique jogando isso isso na nossa cara e usando-o como uma arma contra nós?

Ilustração: Quando tribos indígenas fazem as pazes, elas simbolizam isso enterrando um machado. O ponto é que todos sabem onde ele está, mas ninguém iria desenterrá-lo e usá-lo para ferir outros. Portanto, o perdão não significa que não estamos mais atentos ao que aconteceu. Significa que não usaremos mais isso para ferir a outra pessoa.

Provérbios 10:12 — O ódio excita contendas, mas o amor cobre todas as transgressões. Como é sua família? Vocês se amam uns aos outros o bastante para admitir seus erros e então realmente perdoar como vocês querem que Deus os perdoe?

Veja, também, Mateus 18:21-25; 6:12,14,15; 5:7.

Desenvolva e execute um plano para corrigir o problema.

Muitos problemas estão profundamente enraizados, continuaram por longo tempo, ou causaram danos sérios. Alguns cônjuges confessam o mesmo velho pecado vezes e mais vezes, mas nunca tomam providências especiais para mudar sua conduta. Parece que eles pensam que tudo o que têm que fazer é admitir o erro de tempos em tempos!

Provérbios 28:13 — O que encobre suas transgressões jamais prosperará., mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia. Não importa quantas vezes confessamos um problema, ele não fica verdadeiramente resolvido enquanto não mudamos nossa conduta!

Mateus 21:28-31 — Jesus descreveu um filho que não fez o que seu pai mandou. Quando se arrependeu, teve que fazer o que tinha deixado de fazer. Quando nos arrependemos de erros, precisamos nos esforçar para ter certeza de que não serão repetidos. Pois hábitos permanentes, planejamento e esforço serão necessários para mudar nossa conduta.

Veja, também, Efésios 4:25-32; Mateus 12:43-45.

Atos 26:30 — Aquele que se arrepende deve produzir "frutos de arrependimento" ou fazer "obras dignas de arrependimento" (Lucas 3:8-14; Mateus 3:8). Isto inclui assegurar-nos de que não repetiremos o erro no futuro. Mas também inclui fazer o que pudermos para superar o dano causado por nossos atos errados no passado. (Conf. Ezequiel 33:14-15; 1 Samuel 12:13; Filemon 10-14,18,19; Lucas 19:8).

Quando um casal tem problemas antigos e profundamente estabelecidos, uma resolução precisa incluir acordo mútuo sobre o que os esposos pretendem especialmente fazer de modo diferente no futuro, para mudar a conduta. Eles precisam de um programa especial ou plano de ação, talvez até um que seja escrito.

Caminhos alternativos poderão ser discutidos. Os modos em que cada esposo pode ajudar o outro deverão ser acertados. Os acordos deverão incluir exatamente o que cada parceiro fará de modo diferente no futuro. Preferivelmente, estes deverão ser expostos de modo que permita que o progresso seja óbvio e possível de ser medido; deverá ser evidente quando as mudanças estão (ou não estão) sendo efetivadas. Então o casal deverá fazer promessas ou compromissos mais explícitos um ao outro, para efetivar estes atos.

Tiago 5:12 — Antes seja o vosso sim, sim, e o vosso não, não. Quando fazemos compromissos um com o outro, temos que fazê-lo conscientemente e temos que efetivar nossos compromissos. Temos que fazer as mudanças que prometemos fazer e cumprir o plano de ação com o qual concordamos. (Romanos 1:31, 32; 2 Coríntios 8:11).

• Procure ajuda (se for necessária)

O procedimento que descrevemos resolverá a maioria dos problemas familiares sérios, se realmente amamos um ao outro e desejamos obedecer a Deus. Mas, e se claramente há pecado numa família e o procedimento acima foi tentado, e o problema ainda continua? A Bíblia nos diz para obtermos ajuda de outros cristãos.

Fale com um ou dois cristãos fiéis.

Gálatas 6:2 — Levem as cargas uns dos outros. A primeira fonte de ajuda deve ser outros cristãos. Alguns são muito embaraçados para aceitar que outros descubram seus problemas, mas um dos primeiros passos para superar um problema é admitir que o temos.

Tiago 5:16 — Confessem suas faltas um ao outro e orem um pelo outro. Algumas vezes outros cristãos têm tido experiência em lidar com um problema desses e podem dar a Escritura ou aplicação de que precisamos. Certamente, eles podem orar por nós. Por que cristãos com problemas espirituais buscam ajuda primeiro de conselheiros que nem mesmo são cristãos?

Mateus 18:15-16 — Se teu irmão peca contra ti, vai argüi-lo entre ti e ele só. Mas se isto não resolve, procure ajuda. Leve um ou dois cristãos com você.

Muitos pensam que esta passagem não se aplica a problemas familiares, mas por que não? Ela discute casos onde um cristão peca contra outro. Onde esta, ou passagens semelhantes, excluem da aplicação os membros da família? A maioria das Escrituras que citamos neste estudo foram de aplicação geral, não dizendo respeito especificamente à família, contudo todos podemos ver que deverão ser aplicadas à família. Por que este versículo não é a mesma coisa? (veja 1 Coríntios 6:1-11).

Apresente-o à igreja, e então se retire.

Mateus 18:16-17 — Esperamos que a mediação de um ou dois outros cristãos resolva o problema, mas se não, então a Bíblia diz para apresentar o assunto à congregação. Talvez o envolvimento de toda a igreja leve a parte culpada ao seu bom senso.

Se mesmo isto não resolver o problema, então aquele que está claramente em pecado precisa ser expulso (2 Tessalonicenses 3:15; 1 Coríntios 5; etc.).

Isto não quer dizer que devemos correr para a igreja para todo problema pessoal. Mas se o pecado está claramente envolvido e os esforços privados não levam ao arrependimento, Deus dá o modelo do procedimento. Em muitíssimos casos, o pecado continua em nossos lares porque somos demasiadamente orgulhosos ou tolos para seguir o caminho das Escrituras para buscar auxílio.

Conclusão

As Escrituras nos equipam para todas as boas obras, incluindo como resolver problemas em nossos lares. Há esperança para casamentos perturbados. Podemos resolver nossos problemas do modo de Deus. Se não fizermos assim, não temos ninguém a quem culpar, senão a nós mesmos.

David Pratte

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quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Resolvendo conflito matrimonial Parte 2

[Nota do redator: A primeira parte desta série, publicada na última edição desta revista, sugeriu os primeiros cinco passos para resolver conflito no casamento: * Tenha fé,  Ore pela força que Deus dá, * Respeite a autoridade da Bíblia,  Respeite o padrão da Bíblia como autoridade no lar,  Aja com amor. Nesta segunda parte, ele dá mais três sugestões. A última parte deste estudo aparecerá na próxima edição de Andando na Verdade.]

* Expresse e mantenha compromisso com o casamento

Divórcio e separação não são opções.

Leia Romanos 7:2-3; Mateus 5:31-32; 19:3-9; 1 Coríntios 7:10-11. O casamento é um compromisso para a vida inteira. Pode-se divorciar escrituralmente de um companheiro somente se ele ou ela tiver cometido fornicação. Se nos divorciarmos em desacordo com as Escrituras, temos que buscar reconciliação com nosso cônjuge ou permanecer solteiro. Novo casamento não é uma opção.

Obviamente, você não vai querer nunca que seu cônjuge cometa adultério, daí se segue que cada um tem que esperar sinceramente que o casamento continue.

1 Coríntios 7:2-5 — Uma vez que a união sexual é correta somente dentro do casamento (Hebreus 13:4), marido e mulher têm que satisfazer, um ao outro, os desejos de afeição sexual. Eles não devem separar-se voluntariamente, exceto por consentimento mútuo ou temporariamente, por motivos espirituais.

Às vezes, casais perturbados resolvem separar-se. A separação causa não somente tentação sexual, mas enfraquece o compromisso matrimonial e aumenta a possibilidade de divórcio. Dúvidas de um sobre a conduta do outro e motivos aumentam. Os problemas não podem ser discutidos e resolvidos.

A Bíblia exige, evidentemente, que ambos os esposos vejam o matrimônio continuamente como compromisso.

Expresse seu compromisso com o casamento.

Algumas pessoas dirão:

"Eu gostaria de nunca ter-me casado com você."

"Eu gostaria que você tivesse morrido."

"Eu deveria ter-me divorciado de você há muitos anos."

"Se isto não parar, vou procurar um advogado."

"Estou saindo, e não sei se voltarei."

Na ausência de base bíblica para o divórcio, todas essas afirmações são pecaminosas, porque destroem a segurança e o compromisso do casamento. Elas não exprimem amor, mas são usadas como arma para ameaçar e agredir o cônjuge.

Não somente é pecaminoso praticar o erro, também é pecaminoso desejar praticar o erro ou ameaçar cometer o erro.

Provérbios 4:23 — As fontes da vida procedem do coração. Pecamos porque permitimo-nos pensar e falar sobre nosso desejo de pecar. Veja também Mateus 5:21,27,33-37, etc.

Mateus 12:35-37 — A boca fala conforme a abundância do coração. Seremos justificados ou condenados pelas nossas palavras.

Na ausência de base bíblica para o divórcio, os cristãos jamais devem fazer qualquer coisa que aparente justificar ou levar a separação ou divórcio. Em vez disso, devem deliberadamente expressar e promover o compromisso. "Eu realmente amo você. Quero tentar resolver nossos problemas, e quero que tenhamos um bom casamento."

* Expresse apreciação e louve pelo que é bom

Filipenses 4:6-7 — Sejam conhecidas diante de Deus as suas petições, com ações de graças. Mesmo quando estamos preocupados com nossos problemas, precisamos lembrar-nos de sermos agradecidos por nossas bênçãos.

Freqüentemente, em tempos de desavenças, ficamos tão agastados com nosso cônjuge, que deixamos de expressar apreciação pelas boas qualidades que ele tem. Isto tende a aumentar desproporcionalmente o problema.

Os esposos devem expressar apreciação por suas esposas.

Gênesis 18:22 — Não era bom o homem ficar só, por isso Deus fez a mulher para ser uma companheira para ele. A mulher que desempenha o papel que Deus lhe deu é boa para o esposo. Ela foi criada por Deus justamente para esse fim.

Provérbios 18:22 — Aquele que encontra uma esposa encontra uma boa coisa e obtém favor de Deus. Portanto, os esposos digam isso.

Provérbios 12:4 — Uma mulher digna é a coroa de seu esposo. Se assim é, então que o esposo expresse sua apreciação por ela (Provérbios 19:14; 31:10).

1 Pedro 3:7 — O esposo deverá honrar sua esposa. Contudo, muitos esposos criticam mais do que honram. Com que freqüência você deliberadamente diz ou faz alguma coisa com a intenção de honrar sua esposa? Deve ela se considerar honrada simplesmente porque já se passaram alguns minutos desde a última vez que você a insultou?

Provérbios 31:28-31 — Uma mulher digna deverá ser louvada por seu esposo. Você louva sua esposa quando ela prepara uma refeição, limpa a casa, cuida dos seus filhos, ou cumpre as responsabilidades dela como uma cristã? Ou você só critica, quando você pensa que ela erra?

Um esposo freqüentemente tem um sentimento de satisfação e realização pelo seu trabalho. Ele recebe pagamento regularmente e promoções ocasionais. Mas a esposa trabalha dia após dia em casa com a família. Se o esposo não expressar apreciação, a esposa ainda encontrará um sentimento de realização vendo seus filhos se desenvolverem, e em saber que, acima de tudo, Deus está apreciando. Mas ela terá um sentimento muito maior de segurança e de ser indispensável se seu esposo lhe disser que aprecia o que ela faz.

Deus nos diz para louvarmos nossas esposas quando elas fazem o bem. Se o fizermos, ela achará mais fácil cumprir o seu papel como dona de casa submissa.

As esposas devem expressar apreciação por seus esposos.

Romanos 13:7 — Todos os cristãos devem honrar a quem a honra é devida. Este é um princípio geral. Ele ensinará os esposos a honrar suas esposas, mas também ensinará as esposas a honrar seus maridos.

Efésios 5:33 — Porque o esposo é a cabeça da esposa (versículos 22-24), ela deverá respeitá-lo (reverenciá-lo). Certamente, isto inclui expressar apreciação por ele.

Senhoras, se seu esposo trabalha todos os dias no seu emprego para sustentar você e a família, com que freqüência você lhe diz que o aprecia? Ou você pega o salário dele e o gasta sem uma palavra de agradecimento? Quando ele faz um trabalho braçal pela casa para você, ou gasta parte do seu tempo com os filhos, ou cumpre seu papel como um homem cristão, você lhe diz que o aprecia?

Provavelmente a maior necessidade que a esposa tem é uma sensação de segurança sabendo que é amada e indispensável. Provavelmente a maior necessidade que o homem tem é a sensação de valor pessoal ao saber que é respeitado e admirado. Ambas estas necessidades são satisfeitas se esposo e esposa expressarem apreciação um pelo outro.

Se você estiver com raiva e aborrecida com seu cônjuge, faça estas duas coisas: ì Faça uma lista honesta de cada boa qualidade que ele possui e de cada boa obra que ele faz. Faça-a tão completa quanto você puder. í Depois, a cada dia, tome a firme disposição de expressar amor ao seu companheiro. Encontre alguma coisa especial que ele fez e expresse sua apreciação por isso. Isto ajudará significativamente quando chegar o tempo de discutir seus problemas, e também fará com que seus problemas pareçam muito menos sérios.

* Discuta o problema

Disponha-se a dialogar.

Algumas vezes um cônjuge fica com tanta raiva que se recusa a conversar. Alguns homens pensam que têm o direito de tomar decisão sem discussão.

O esposo deverá estar disposto a considerar os pontos de vista de sua esposa.

Efésios 5:25-33 — O esposo é cabeça como Jesus é cabeça da igreja. Mas Deus ouve nossos pedidos em oração (Filipenses 4:6).

Efésios 5:28-29 — O esposo deve amar sua esposa como ele ama ao seu próprio corpo, mas o corpo comunica suas necessidades à cabeça para que ela tome as decisões de acordo com o que é melhor.

Tiago 1:19 — Todo homem deverá ser pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para irar-se.

1 Pedro 3:7 — O esposo tem que tratar sua esposa com compreensão. Mas, desde que os homens não são leitores de pensamentos, isto requer ouvir aos pontos de vista dela (veja Mateus 7:12).

Se o pecado está envolvido, ambas as partes têm que discutir.

Lucas 17:3-4 — Aquele que acredita que o outro pecou, deve repreendê-lo. Isto certamente se aplica no lar como em qualquer lugar (Levítico 19:17, 18; Mateus 18:15; Provérbios 27:5, 6).

Mateus 5:23-24 — Aquele que for acusado de pecado deve estar disposto a conversar para procurar reconciliação. Outra vez, isto seguramente se aplica no lar.

Observe que a pessoa que crê ter sido ultrajada e a pessoa que é acusada de fazer o mal estão, ambas, obrigadas a discutir o assunto. Se o conflito no lar deve ser resolvido, ele precisa começar pela discussão. "Calar a boca" não é uma opção.

Observe, contudo, que a "hora" adequada para discutir também é importante. Discutir na frente das crianças ou quando você estiver extremamente irritado pode não ser bom. Se for assim, não "cale a boca" somente. Em vez disso, concorde em discutir mais tarde o assunto, e acerte uma hora quando você o discutirá. Marque um encontro e cumpra-o!

(Mateus 18:15-17; Provérbios 10:17; Gálatas 6:1; Provérbios 13:18; 15:31, 32; 29:1; 25:12; 9:8; 12:1).

Falem para resolver o problema, não para ferir um ao outro.

Mateus 5:24 — A meta é reconciliar-se, não ferir as pessoas. Freqüentemente estamos querendo falar, mas somente com o propósito de impor nossa vontade. Procuramos conseguir uma vitória, provar que a outra pessoa está errada, etc. O propósito deverá ser encontrar uma solução nas Escrituras (Levítico 19:18).

Romanos 12:17,19-21 — Não retribua o mal com o mal, nem busque vingança, mas retribua o mal com o bem. Algumas vezes um casal começa a tentar resolver um problema, mas um insulta o outro, então o outro replica com outro insulto. Logo a meta se torna ver quem pode ferir mais a outra pessoa.

Muitas discussões terminam sendo brigas, porque deixamos que o problema se torne uma oportunidade para atacar um ao outro. Discuta o problema para resolvê-lo, não para ferir os sentimentos um do outro.

Quando apresentar um problema, introduza-o objetivamente e mantenha o foco sobre o problema específico. "Querida, há um problema sobre o qual precisamos conversar..." Não amplie o problema para atacar o caráter da outra pessoa. Evite dizer "Você é mesmo egoísta, isso é que é," ou "Por que você não pode ser como a esposa de Fulano"?

Ouça o ponto de vista de seu cônjuge.

Uma "discussão" exige que ambos ouçam e falem. Na prática, contudo, muitos cônjuges só querem expressar seus próprios pontos de vista.

Tiago 1:19 — Cada homem deve ser rápido no ouvir, tardio no falar, tardio em irar-se. Não entre na discussão achando que a outra pessoa não tem razões válidas para seu ponto de vista. Devemos ser rápidos no querer ouvir, e tardios para apresentar nossos pontos de vista, especialmente quando estamos irados.

Sugestão: Comece a discussão convidando seu cônjuge a explicar seu ponto de vista. Não comece atacando a posição que você acha que ele mantém e defendendo seu próprio ponto de vista. Comece fazendo perguntas destinadas honestamente a ajudar você a entender o que ele pensa. "Você poderia explicar-me porque você fez isso, desse modo...?" "Você não pensou em fazer assim?" Pode ser que ele tenha considerado sua idéia e tem alguns motivos válidos para preferir outra abordagem.

Não domine a discussão. Deixe a outra pessoa expressar seus pontos de vista. Você aprecia quando outros só atacam seus pontos de vista, mas recusam-se a ouvir o que você tem a dizer? "Ame a seu próximo como a si mesmo," e o trate como você gostaria de ser tratado (Mateus 7:12).

Examine honestamente a evidência.

João 7:24 — "Não julgueis segundo a aparência, e sim pela reta justiça."

Procure honestamente conhecer os fatos; talvez a outra pessoa não tenha feito o que você pensa que ela fez. Pergunte pelas razões pelas quais a outra pessoa mantém seu ponto de vista. Talvez ela tenha razões que você não considerou.

Só então apresente evidência para seu ponto de vista. Não faça ataques e acusações. Não salte para conclusões nem aponte motivos. Se você não tiver prova, faça perguntas. Não faça acusações a menos que tenha prova. Reconheça a obrigação de provar o que você diz ou então não o diga!

Mateus 18:16 — Pela boca de duas ou três testemunhas cada palavra pode ser estabelecida. (Atos 24:13). Não considere seu cônjuge culpado de mal feito enquanto a evidência não estiver clara. Não o condene na base de opinião ou de aparências inconsistentes, porque você não vai querer que ele o condene nessa base.

João 12:48; 2 Timóteo 3:16-17 — As Escrituras têm que nos guiar em matérias de certo e errado. Elas nos julgarão no último dia. Se há princípios bíblicos relativos ao assunto, os cônjuges devem estudá-los juntos.

Examine honestamente sua própria conduta, motivos, etc.

Considere honestamente a possibilidade de você estar errado, ou que você possa, ao menos, ter contribuído para o problema. Não encontre defeito apenas em seu cônjuge. Talvez você possa melhorar.

Gênesis 3:12-13 — Quando o primeiro casal pecou, Deus os confrontou. O homem culpou a mulher e a mulher culpou a serpente. Todos erraram, mas nenhum deles queria admitir seu erro. Isto é típico. Mesmo quando somos culpados, queremos que outros agüentem ou partilhem a culpa. "Olhe o que ele, ou ela, fez!"

Provérbios 28:13 — "O que encobre suas transgressões jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia." Se uma família tem problemas sérios, quase invariavelmente há pecado, mas o culpado, ou culpados, culpam outros, tentam justificar, etc. (2 Coríntios 13:5).

O orgulho evita que reconheçamos e admitamos nossa culpa. A maioria das pessoas, quando estuda um tópico como este, pode pensar em montes de pontos que se aplicam a seus cônjuges, e que tal você?

Honestidade e humildade levam-nos a buscar a verdade e a admitir quaisquer erros que tenhamos cometido. E lembre-se, mesmo se não estamos convencidos de ter causado um problema, o amor nos leva a querer envolver-nos e ajudar a resolvê-lo. (1 Tessalonicenses 5:21; Salmos 32:3, 5; Gálatas 6:1).

Seja paciente e domine seu temperamento.

1 Coríntios 13:4 — O amor é paciente. Ficamos facilmente irritados quando um assunto não é resolvido rapidamente. Resolver alguns problemas pode levar muito tempo, melhorando gradualmente. Não desista. Não espere que seu cônjuge mude da noite para o dia. Dê-lhe tempo (Romanos 2:7; Gálatas 6:7-9; 2 Tessalonicenses 3:5).

Provérbios 18:13 — Responder a um assunto antes que tenhamos ouvido completamente, é tolice. Às vezes estamos prontos para julgar um assunto antes que tenhamos meditado sobre ele do começo até o fim. Não tome decisões precipitadas.

Não pense que você pode chegar a uma decisão final na primeira vez em que um assunto aparece. Dê tempo a você e a seu cônjuge para pensar sobre o que foi discutido. Se sua discussão inicial não leva a uma solução, peça tempo para pensar sobre ela. Prometa discuti-la novamente mais tarde. É mais provável que você chegue a uma conclusão racional, e seu cônjuge saberá que você levou o assunto a sério.

Provérbios 15:1 — Uma resposta delicada afasta a ira, mas uma palavra áspera atiça a raiva. Não permita que seu temperamento faça você perder sua objetividade e recorra a ferir a outra pessoa. A raiva não é necessariamente pecaminosa, mas pode ser dominada, de modo a não nos levar ao pecado (Efésios 4:26; Tiago 1:19-20).

David Pratte

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quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Resolvendo conflito matrimonial Parte 1

Toda família tem desacordos. O casal que nunca tem conflitos não existe. Infelizmente, conflitos podem levar a brigas sérias. Uma briga séria é aquela que desune esposo e esposa, mas nunca resolve a causa do problema. Como resultado, casais acumulam amargura, rixas, raiva descontrolada, ódio e, freqüentemente, divórcio.

O que falta a muitos casais é habilidade para discutir os desacordos e resolvê-los. Na verdade, falta-lhes a capacidade para discutir problemas sérios, chegar a um plano para resolvê-los e, então, pôr em ação esse plano. Eu ressalto que esta é uma habilidade que muitas pessoas simplesmente nunca aprenderam, mas que pode ser aprendida.

O propósito deste estudo é aprender o que a Bíblia diz sobre como resolver conflito no casamento.

Estamos preocupados com conflitos em geral, mas especialmente com conflitos sérios, que destroem a relação entre esposo e esposa, e que podem levar ao divórcio.

Considere os passos seguintes, que podem ajudar casais a evitar ou a resolver tais problemas sérios.


* Tenha fé

Muitos casais têm brigado e altercado tanto tempo que perderam a esperança de que as coisas jamais melhorem. Eles se resignam a continuar altercando e se odiando o resto de suas vidas, ou terminam o casamento pelo divórcio.

Os casais precisam crer que, pelo poder de Deus, eles PODEM resolver seus problemas de casamento se ambas as partes quiserem realmente trabalhar nisso.

Filipenses 4:13 — Tudo posso naquele que me fortalece. Se confiarmos em nós mesmos, podemos falhar. Mas precisamos acreditar que Jesus nos proverá a força de que precisamos para agradar a Deus.

Pensamento cuidadoso nos convencerá que conflito sério no casamento não é vontade de Deus para nós. Deus criou o casamento para o bem do homem e da mulher. Ele nunca pretendeu que o casamento fosse uma fonte de ódio e de amargos ressentimentos.

Ódio, altercações amargas e desunião em nossos lares significam que alguém está desobedecendo a Deus.

O problema começou porque alguém desobedeceu a Deus ou o problema original levou alguém a cometer outros atos pecaminosos. Em ambos os casos, problemas matrimoniais sérios quase sempre envolvem pecado.

Se é assim, então podemos superar os problemas pelos mesmos métodos que a Bíblia descreve para superar outros pecados! Reconhecer que o pecado é a raiz do problema dá esperança, porque o cristão sabe que Deus tem a solução para o pecado.

Contudo, o casamento envolve duas pessoas. O problema entre duas pessoas pode ser completamente removido somente se ambas as partes estiverem querendo trabalhar nele. Se somente uma das pessoas obedece a Deus, a outra pessoa pode manter o problema vivo.

Porém, se seu cônjuge não trabalhar para melhorar o casamento, isto não remove sua responsabilidade por fazer o que você puder.

Para agradar a Deus, você tem que seguir sua vontade, não importa o que seu cônjuge faça. Você tem que acreditar que você pode agradar a Deus, não importa como os outros ajam.

1 João 5:4 — Se somos nascidos de Deus, nós superamos o mundo por meio da fé. Isto inclui superar relações familiares inadequadas, mas temos que crer que isso pode ser feito pelo poder de Deus.

Se ambas as partes se incumbem de praticar o plano de Deus, qualquer casal pode eliminar o pecado de seu casamento. E não importa se seu cônjuge obedece a Deus ou não, você ainda pode agradar a Deus se você seguir os passos que já vamos descrever.

(1 Coríntios 10:13; 2 Coríntios 9:8; Josué 1:5-9; Efésios 3:20, 21).


* Ore pela força que Deus dá

Filipenses 4:6-7 — Não fique ansioso, mas por oração e súplica leve seus pedidos a Deus. Os cristãos deverão fazer isto para todos os seus problemas, mas especialmente para seus problemas matrimoniais. Se tivermos fé adequada no poder de Deus, oremos diligentemente pelos nossos problemas matrimoniais.

1 João 5:14 — Confie em que, se pedirmos de acordo com sua vontade, ele nos ouvirá (Mateus 6:13; 1 Pedro 5:7).

Quando temos problemas matrimoniais, especialmente os que são sérios, precisamos crer que Deus corresponderá à oração. Se tanto esposo como esposa são cristãos fiéis, então eles deverão passar mais tempo juntos e individualmente, orando pela ajuda de Deus nos seus problemas.

Lembre-se, contudo, que Deus responde de acordo com sua vontade. Se o cônjuge não é cristão ou não é fiel, então Deus não o forçará a proceder corretamente. Ele pode, contudo, dar-lhe oportunidade de aprender sua vontade para sua vida.

Quando sua família enfrenta problemas sérios, quanto vocês oram a Deus juntos e confiam no seu poder para responder a seus pedidos?


*  Respeite a autoridade da Bíblia

Siga a Bíblia, em vez de sentimentos, sabedoria humana, etc.

Provérbios 3:5-6 — Confie no Senhor e deixe que ele guie seus passos. Não se apóie em seu próprio conhecimento humano. Muito freqüentemente, casais preocupados buscam fontes de orientação fora da Bíblia.

Algumas pessoas seguem psicólogos, conselheiros matrimoniais, etc. Outros são guiados pelos sentimentos. Pessoas se divorciam dizendo, "Não sinto mais nada por ela (ou ele)." Mas nenhuma quantidade de sentimentos pode mudar o que a palavra de Deus diz.

2 Timóteo 3:16-17 — As Escrituras provêm para todas as boas obras. Se resolver um conflito matrimonial é uma boa obra, então a Bíblia nos dirá como fazer isso. Outras pessoas podem ajudar, mas precisamos rejeitar quaisquer idéias que não concordem com a Bíblia.

A maioria de nós aceita este ponto de vista da autoridade no que diz respeito à salvação, adoração, organização da igreja, etc. Por que seria diferente a respeito de nossos lares?

(2 Pedro 1:3; Jeremias 10:23; Provérbios 14:12; etc.)

Estude o que a Bíblia diz sobre seu problema.

Salmo 1:2 — O homem justo se deleita com a lei de Deus e medita nela dia e noite. Se realmente acreditamos que a Bíblia tem as respostas, temos que estudar o que ela diz. Isto é o que faríamos sobre qualquer outro problema espiritual. Por que fazer de outro modo com respeito a problemas de família?

Atos 17:11 — Os crentes de Beréia aprenderam a verdade examinando as Escrituras dia e noite. Precisamos fazer o mesmo quanto a nossos problemas familiares.

Esteja disposto a obedecer a Bíblia.

Mateus 7:24-27 — O homem prudente não somente ouve o que a palavra de Deus diz, mas também faz. O tolo ouve, mas não obedece.

Se crermos que a palavra de Deus contém as respostas para nossos problemas conjugais, precisamos estar determinados a fazer o que ela diz, e não apenas a aprender o que ela diz.


* Respeite o padrão da Bíblia como autoridade no lar

Efésios 5:22-24 — A esposa precisa submeter-se ao seu esposo, assim como ao Senhor.

1 Pedro 3:1 — Ela precisa obedecer ao seu esposo mesmo que ele não esteja servindo a Deus. Uma esposa pode pensar que ela pode desobedecer ao seu esposo se ele cometer pecado, mas Deus diz que ela ainda precisa obedecer. Ela pode desobedecer somente se seu esposo pedir que ela cometa pecado (Atos 5:29).

Veremos que o esposo também tem indicações dadas por Deus para seguir quando ele toma decisões. Freqüentemente o conflito começa ou continua sem solução porque o esposo desobedece aos ensinamentos da Bíblia sobre como tomar decisões ou porque a esposa desobedece aos ensinamentos da Bíblia sobre submissão.

Resolver conflitos requer que sejam tomadas decisões. Deus proveu um modo de tomar essas decisões. Esposos precisam de prudência para tomar decisões de acordo com as direções de Deus, e precisam de coragem para tomar até as decisões duras. Então precisam de força para ver que essas decisões sejam efetivadas. E as esposas precisam de força e de humildade para aceitar essas decisões.

(Tito 2:5; Colossenses 3:18; etc.)


* Aja com amor

Os maridos deverão amar suas esposas como Cristo amou a igreja (Efésios 5:25,28,29). As esposas deverão amar seus maridos (Tito 2:4).

O amor é a preocupação com o bem estar de outros.

Efésios 5:25,28,29 — O amor de Jesus pela igreja ilustra o amor que os esposos deverão ter por suas esposas. Ele nos amou tanto que deu sua vida para que pudéssemos ser salvos. Assim o esposo deverá preocupar-se com o bem estar da esposa. Ele deverá alimentá-la e tratá-la com carinho. Ele não deverá usar sua autoridade só para agradar a si mesmo, mas para fazer o que é melhor para ela e a família.

1 Coríntios 13:5 — O amor não é egoísta.

Romanos 13:10 — O amor não obra nenhum dano para o seu próximo.

Enquanto um ou ambos os cônjuges insistirem egoistamente no seu próprio caminho, diferenças não serão resolvidas. Problemas sérios podem ser resolvidos somente quando queremos buscar o bem estar de outros, além do nosso próprio.

O amor é uma decisão da vontade.

Efésios 5:25,28 — O amor pode ser governado, porque é matéria de vontade. Podemos decidir amar ou não, assim como podemos decidir obedecer ou não a qualquer outro mandamento.

Alguns pensam que o amor apenas acontece, e não pode ser dominado: você "se apaixona" ou deixa de amar. Assim, se um casal "simplesmente não ama mais um ao outro," nada pode ser feito exceto obter um divórcio. Mas quando percebemos que podemos decidir amar, percebemos também que podemos pôr amor num casamento. E se fracassamos em pô-lo, pecamos.

Ainda mais, assim como Cristo iniciou o amor pela igreja quando éramos pecadores que não agiam amorosamente para com ele, assim é a responsabilidade primeira do esposo iniciar o amor. O mandamento é ressaltado para o homem. Ele tem que amar a esposa primeiro e pôr amor na relação, como Cristo primeiro amou a igreja.

Romanos 5:6-8 — Cristo amou-nos enquanto ainda éramos pecadores, não porque éramos tão amáveis que ele não pôde se conter. Ele decidiu fazer o que precisávamos que fosse feito.

Lucas 6:27-28 — Somos mandados amar nossos inimigos. Amar ao próprio inimigo é mais ou menos o que custaria pôr amor em alguns casamentos! Mas amamos inimigos, não porque incontrolavelmente "nos apaixonamos", mas porque decidimos fazer o que é melhor para eles.

A declaração "Eu simplesmente não o/a amo mais" é uma confissão de pecado! É preciso arrepender-se dela e corrigi-la como um ato da vontade!

Quando discordâncias sérias se acumulam no casamento e não são resolvidas, um ou ambos os cônjuges não está decidindo mostrar amor.

O amor precisa ser expressado em ação.

O amor deverá ser expressado pelo que dizemos.

Efésios 5:25 — Os esposos deverão amar como Cristo amou a igreja. Mas Cristo afirma seu amor pela igreja (Efésios 5:2; João 3:16). Assim, os esposos deverão expressar amor um pelo outro em palavras.

Isto não exige um "sentimento" avassaladoramente romântico, que jorra e não pode deixar de ser expressado. Estamos discutindo o amor por decisão da vontade.

Podemos e devemos afirmar, pela decisão da nossa vontade: "Quero que você saiba que ainda a amo, estou empenhado neste casamento e em seu bem-estar."

O amor deverá ser expressado pelo que fazemos.

1 João 5:2,3 — O amor a outros exige que amemos a Deus e guardemos seus mandamentos. Guardar os mandamentos de Deus é amar a Deus.

1 João 3:18 — Não devemos amar só por palavras, mas por atos e em verdade. Isto é um princípio vital em cada lar. Devemos dizer coisas amáveis, mas só isso não é o bastante. Temos que agir em amor.

(Lucas 10:25-37; 6:27, 28).

O amor exige dar e dedicação.

Dar a si mesmo é a essência do amor.

João 3:16 — Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu Filho unigênito.

Efésios 5:25 — Jesus amou a igreja e deu-se por ela.

1 João 3:14-18 — Se vemos nosso irmão em necessidade e não lhe damos o que é necessário, não temos amor.

Romanos 12:20 — Amar o inimigo exige dar de comer e de beber quando necessário.

Uma exigência básica para resolver desacordos familiares é vontade de darmos a nós mesmos pelo bem de outros.

É típico. O cônjuge se recusa a mudar porque está contrariado por alguma coisa que o outro fez. Se fôssemos ver a situação honesta e objetivamente (como se fosse problema de outra pessoa), admitiríamos que faríamos de modo diferente. Mas recusamo-nos a mudar por causa de algum hábito ou característica que não gostamos em nosso cônjuge.

A lição fundamental do amor de Cristo é que devemos desistir de nossos próprios desejos pelo bem de outros, mesmo quando eles não estão agindo da maneira que pensamos que eles deveriam. Não diga, "Eu mudarei se ele ou ela também mudar." Se uma ação é boa para outros, faça-a, não importa o que eles estão fazendo. Se temos estado errados, admitamo-lo, não importa se eles admitiram seus erros.

Mesmo se estivermos convencidos de que não somos a raiz de um problema, devemos perguntar-nos honestamente o que podemos fazer para melhorá-lo. Isto não significa ignorar o pecado. Jesus não causou nosso problema de pecado e não transigiu com o pecado, mas ele sacrificou-se para prover uma solução para o problema do pecado. Ele não foi enviado apenas para criticar-nos pelo nosso pecado, mas tornou-se envolvido para prover uma solução. Ele não fez tudo por nós, mas certificou-se de que tínhamos um modo pelo qual podemos superar nosso problema.

Um cônjuge freqüentemente criticará: "É culpa dele (ou dela), então que ele (ou ela) resolva". Mesmo se isso for verdade, ajuda? Em vez disso, pense, "O que posso oferecer para fazer — como posso envolver-me — para ajudar a resolver este problema?" Em vez de dizer, "Por que você não faz isto?" diga "Por que nós não trabalhamos juntos nisto?"

Enquanto nenhum esposo der o primeiro passo para desistir do que quer, a desavença continuará. Quando alguém quer consentir pelo bem do grupo, uma partida foi dada para a resolução do problema. Quando ambos querem consentir pelo bem do grupo, uma solução será definitivamente encontrada.

O esposo tem a palavra final, mas não poderá fazer só o que ele quer. Ele tem que pôr de lado seus próprios desejos e fazer o que é melhor para o grupo. A esposa não poderá insistir no que ela quer, mas tem que consentir e submeter-se às decisões do esposo.

(1 João 4:9, 19; Atos 20:35; Lucas 10:25-37)

David Pratte

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terça-feira, 28 de janeiro de 2014

O HOMEM É CAPAZ DE SEPARAR O QUE DEUS UNIU?

Voltando ao princípio de tudo, Deus nos ensina que ao nos casarmos, devemos deixar pai e mãe e nos tornarmos UM com o nosso cônjuge. Isto é casamento: "Por essa razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e eles se tornarão uma só carne." Gênesis 2:24. Uma cerimônia religiosa, a bênção de um pastor ou de um padre, um documento no cartório e uma festa milionária não tem poder algum de unir um casal em amor. Casamento se faz todos os dias. E se você acha que o que estou dizendo é besteira, me diga: Quantos casais (inclusive cristãos) tiveram uma linda cerimônia, foram abençoados pelo líder da comunidade, assinaram os papéis no cartório, gastaram fortunas com a festa e hoje estão separados ou vivem um inferno matrimonial?

Muitos gostam de utilizar aquele famoso versículo de Marcos 10:9: "Portanto, o que Deus uniu, o homem não separe". Querido, este versículo só se torna real se for aplicado conforme o contexto. Se ler todo o capítulo, vai entender que Jesus está falando sobre os casais que realmente se tornaram uma só carne! Estes sim terão o seu casamento guardado por Deus. Viver uma só carne não é uma decisão que você toma apenas no dia do seu casamento. É uma prática diária, até que a morte os separe!

Mas afinal, o que é se tornar uma só carne?

Quando assumimos um compromisso de casamento, não podemos mais agir como se fôssemos solteiros e independentes. O dinheiro não é mais meu, é nosso. As contas não podem mais ser divididas entre minhas e suas, elas são nossas. Muitos casais enfrentam grandes problemas na área financeira porque ainda não aprenderam a ser uma só carne nessa questão. Os dois salários se tornam um (caso ambos tenham renda) e as despesas se tornam da família. A forma que esse dinheiro será usado não pode ser decidida apenas por um dos cônjuges, mas pelos dois. É claro que você não vai ligar para o seu marido cada vez que comprar um pão, mas também não deve comprar uma TV sem consultá-lo, ainda mais se suas condições financeiras não permitem. Gastos com valores altos devem ser decididos em conjunto (a não ser que seja um presente surpresa e vocês tenham condições para isso). Deve existir transparência e equilíbrio. Uma sugestão que costumo dar é que o casal estipule um limite de valor. Por exemplo: "Para compras acima de R$ 50,00 devemos consultar um ao outro." Dessa forma, evitarão questionamentos desnecessários: "O seu dinheiro já acabou? Como assim? Com o que gastou?" ou "Será que o salário que ele(a) recebe é exatamente este? Será que ele está escondendo alguma coisa?" Quando os cônjuges agem com transparência na área financeira, as portas para a desconfiança permanecem trancadas.

Desde que minha primeira filha nasceu, decidimos juntos que eu ficaria em casa para me dedicar a ela. E certa vez me perguntaram: "Você não se sente mal por ser sustentada pelo seu marido? Ter que pedir dinheiro e dar satisfação de tudo?" Bom, nós não enxergamos dessa forma, pois aprendemos a viver como "uma só carne". O dinheiro que o meu esposo recebe não é dele, é nosso. As contas não são minhas, são nossas. Eu não lavo só a minha roupa, eu lavo a nossa roupa. Eu não cozinho só pra mim, eu cozinho para nossa família. Eu não mantenho a casa arrumada para me sentir bem, faço isso porque é o nosso lar. Dessa maneira, fica difícil dar errado. Não preciso pedir dinheiro à ele, pois temos uma conta conjunta. Confiamos um no outro. O sentimento que tenho é de estar sendo cuidada e protegida pelo meu marido, o provedor do nosso lar. É um sentimento maravilhoso! E sei que para ele também é assim.

Outro problema é quando um dos cônjuges não coloca em prática o "deixar pai e mãe". Já viu aquela pessoa que casou mas não sai da casa dos pais? A mamãe continua preparando as refeições, lavando a roupa, dando palpites, interferindo no relacionamento a dois. O papai continua sustentando o casal financeiramente... Ou seja, não estão vivendo plenamente a experiência de “uma só carne”. Desta maneira, seu casamento ficará vulnerável. Não vou perder tempo citando exemplos de problemas que este tipo de atitude pode trazer, pois são inúmeros! Muitos casamentos acabam em divórcio porque mesmo depois de casados, um dos cônjuges continua frequentando a casa dos pais quase que diariamente, colocando a família no meio dos problemas particulares do casal, vivendo na barra da saia da mãe... Sem contar as comparações: "Minha mãe cozinha muito melhor que você!", "Como era bom morar com meus pais...", "Meu pai consertava tudo em casa, você não faz nada!", "Minha mãe lavava e passava a minha roupa toda semana, agora tenho que andar com roupa amassada." Querido, se tornar uma só carne é saber que a partir do dia em que você casou, uma nova família nasceu e uma nova história começou. Não há mais espaço para comparações. Sua família agora é seu cônjuge. Quer evitar problemas? Então deixe pai e mãe! E importante: morar na mesma casa que os pais depois de casado é sinônimo de problema! Sei que existem as exceções, mas pela experiências que venho acompanhando e estudos que faço, fico impossibilitada de dizer o contrário.

Outro fator importante. Quando nos casamos, não podemos mais tomar decisões sozinhos. Agora somos um! Não posso decidir sair do trabalho, ir a uma lanchonete com os meus amigos e não consultar meu marido. Não posso sair sem dar uma satisfação de onde estou, com quem estou e que horas devo voltar. Se você quer viver assim, então não se case! Se o seu casamento enfrenta problemas, é porque ainda não aprenderam a viver plenamente um para o outro. Vocês devem colocar um ponto final em expressões do tipo: “As minhas coisas, as minhas vontades, os meus programas, os meus amigos e etc.” É lógico que você ainda vai fazer coisas que gosta, e muitas vezes sozinho. Ainda saio com minhas amigas, vou tomar um café no shopping com a minha mãe ou minha irmã, faço coisas que gosto... Mas em momento algum esqueço que sou casada. Meu marido sempre sabe onde estou, com quem estou e que horas devo voltar. Diversas vezes saí para passear e comprei uma roupa ou alguma coisa para meus filhos ou pra mim sem consultá-lo, mas eu tinha total consciência das nossas condições financeiras e assim que possível, o comuniquei. Ele age da mesma forma. Não enxergo como prisão ou obrigação. Faço naturalmente e por amor. Assim, evitamos cobranças desnecessárias e desgaste no relacionamento.

Na área sexual funciona da mesma forma. Casamos e agora somos um! O meu corpo serve para satisfazer as necessidades do meu marido e o corpo dele para satisfazer as minhas necessidades. Já disse isso em outros textos e repito: Sexo egoísta não agrada a Deus e destrói relacionamentos. Não tenho que me preocupar em me satisfazer, mas sim em satisfazer meu marido. Se os dois tiverem este pensamento, imagine que sexo maravilhoso terão! "O marido deve cumprir os seus deveres conjugais para com a sua mulher, e da mesma forma a mulher para com o seu marido. A mulher não tem autoridade sobre o seu próprio corpo, mas sim o marido. Da mesma forma, o marido não tem autoridade sobre o seu próprio corpo, mas sim a mulher." 1 Coríntios 7:3-4

Não posso deixar de falar sobre os programas em família. Agora que sou casada, as prioridades sempre serão meus filhos e meu marido. Se ele vai voltar para casa depois do serviço, não vou ficar inventando programas com outras pessoas. Vez ou outra acontece, mas deve ser exceção. Por outro lado, se meu esposo sabe que é dia de fazer compras, deve se preocupar em estar conosco, nos ajudando, e não em sair sozinho ou com os amigos. Nossa família sempre será prioridade. Mas também temos total consciência de que estar com outras pessoas também faz parte e é saudável. Só não posso esquecer que decisões como esta devem ser tomadas em conjunto.

Se você casou, então assuma as suas responsabilidades. Não seja egoísta e imaturo! É muito mais confortável tomar decisões sozinho e viver na barra da saia da mãe, eu também acho, mas solteiros fazem isso, casados não! E se fazem, estão dando um passo rumo ao divórcio.
 

Se você não tem vivido como uma só carne com seu cônjuge em TODAS as áreas, TODAS as situações e TODOS os dias, sinto-lhe dizer: O seguinte versículo não se aplica ao seu casamento:"Portanto o que Deus uniu não separe o homem" Mc 10:9. Por isso te convido e refletir, tomar a decisão de se unir a seu cônjuge, deixar pai e mãe e vivenciar a fantástica experiência de "uma só carne"!

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segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Lute pela Família!

Neemias foi da Pérsia para Jerusalém, no quinto século antes de Cristo, para incentivar os judeus a reconstruirem as muralhas da cidade santa. Muitos judeus haviam voltado para sua terra nos 90 anos anteriores, mas sentiram-se inseguros devido ao estado péssimo dos muros de proteção ao redor de sua cidade principal. Neemias, um servo de Deus dedicado e capaz, fez uma vistoria, motivou os trabalhadores e organizou as obras (Neemias 1-3).

Os inimigos de Israel não gostaram disso. Quando não conseguiram impedir a construção, ficaram zangados e decidiram atacar Jerusalém. Fizeram esses planos no pior momento para os judeus, pois os trabalhadores estavam cansados e tentados a desistir (leia Neemias 4:1-10). Neemias soube da ameaça e armou o povo para se defender. Ele percebeu a preocupação da população e desafiou o povo cansado a resistir aos inimigos: “Não os temais; lembrai-vos do Senhor, grande e temível, e pelejai pelos vossos irmãos, vossos filhos, vossas filhas, vossa mulher e vossa casa” (Neemias 4:11-14). Não era questão de defender a honra de um governante, e nem de defender posses materiais. As próprias famílias foram ameaçadas, e Neemias pediu que cada homem fosse corajoso em protegê-las.

A nossa tarefa hoje não é a construção de uma cidade terrestre. Os seguidores de Cristo participam de “Jerusalém celestial” (Hebreus 12:22-23). Devemos nos preocupar com o nosso próprio crescimento espiritual, e com o crescimento do povo de Deus (1 Coríntios 3:9-15). Quando progredimos, o Inimigo procura nos impedir. Se ele não conseguir, fica zangado conosco e procura outras maneiras de atacar (leia 1 Pedro 5:8-9; Tiago 4:7-8; Apocalipse 12:1-17). Enfrentamos inúmeros atentados do Diabo contra a família. Somos ameaçados com imoralidade, falsas doutrinas, etc. Se perdermos essas batalhas, pessoas queridas podem sofrer (considere as conseqüências do pecado de Acã – Josué 7). O homem que não serve a Deus prejudica a sua família. A mãe infiel guia os filhos no caminho errado.

Você ama a sua família? Quer ver seus filhos no céu? Seja fiel a Deus. Lute por seu lar!

Dennis Allan

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domingo, 26 de janeiro de 2014

A Importância da Cobertura

Sempre somos provados naquilo que ministramos. Se você fala sobre família, será provada em família. Talvez você olhe para a sua casa, sabendo que ela é seu maior desafio. Se você prega sobre fidelidade, com certeza passará por provas sobre o assunto. Somos humanos, e as pessoas nos cobram naquilo que mais defendemos como pregadores, ministradores da Palavra de Deus.

Não sei qual a situação que você enfrenta hoje, se é a sua família que não aceita a fé em Jesus que você tem professado, mas que quando precisam vem até você para pedir uma oração. Não sei se a situação que você enfrenta hoje, faça com que você diga que está no dia mal, enfim...seja qual for a situação que você está enfrentando como pessoa, como líder, como pastor, como discipulador, o importante é que você mantenha firma a convicção do chamado e não permita que nada lhe afaste do caminho de Deus.

A Bíblia diz que no mundo teríamos aflições, mas que deveríamos preservar em nosso interior o bom ânimo, pois Cristo venceu o mundo e nós também venceremos (Jo 16:33). Tudo o que você precisa fazer é renunciar aos desejos da carne e manter-se convicto no ministério que Cristo lhe confiou.

Deus tem um tratamento específico para a sua vida. Seu cuidado para com os Seus filhos é tremendo. Em meio às provas, Ele nos dá o crescimento. Tudo depende de termos um coração aberto para aprendermos em cada fase de nossa vida.

Por tantas situações que vivemos, precisamos de uma cobertura espiritual. Não podemos rejeitar a importância que ela representa para nós, como filhos de Deus. Quando não nos submetemos a cobertura permanecemos com as mesmas deficiências de caráter que tínhamos anteriormente. Infelizmente, ainda é comum, vermos discípulos que, constantemente trocam de discipulador, célula, pastor, como se estivessem trocando de roupa. São doentes na alma, na sede das emoções. Pessoas que não conseguem se submeter porque não tomam a decisão correta.

Há pessoas que olhamos e parecem que nunca mudaram, aparentemente estão até piores, e se formos buscar o histórico delas, são pessoas que carregam consigo feridas antigas, traumas, abusos de vários tipos, frustrações, rejeição, medos etc.

Muitos problemas que as pessoas enfrentam no relacionamento são provenientes da falta de cobertura. E ao tornarem-se adultos e chegarem no casamento, vivem constantemente assoladas pelo medo. Mulheres que imaginam que estão sendo traídas pelo cônjuge. Maridos que são extremamente ciumentos. Discipuladores que não amam seus discípulos. Discípulos cansados de seus líderes.

As pesquisas comprovam que as pessoas têm-se sentido cada vez mais solitárias. Você sabia que 80% das pessoas que fazem plásticas, em menos de dois anos, retornam para fazer outra plástica. É como se as insatisfações fossem eternas. Pessoas que não se sentem cobertas e estão em busca de proteção e de auto-aceitação.

Como filhos de Deus, temos um chamado da parte do Pai: fazer a diferença em meio a um mundo tão difícil. Sabemos a importância de uma cobertura e precisamos ensinar aos perdidos que ainda vale a pena cumprir os princípios da Palavra, ensiná-los que a cobertura vem quando:

1. Cuidamos do chamado divino (Gl 2:20)
Nem sempre os sonhos que estão em nosso coração vieram do coração de Deus para nós. Portanto, é necessário renunciar os sonhos humanos, os tronos humanos, e abraçar os sonhos divinos que são eternos. Precisamos ser mergulhados em Deus. Esse precisa ser o nosso estilo de vida.

2. Cuidamos da família (I Tm 5:8)
Isso fala de não apenas trazer provisão para dentro de casa, mas também sair da rotina, mudar no que for possível para trazer uma melhor qualidade de vida como observar qual é a necessidade do cônjuge e dos filhos, buscar um lazer que envolva a todos, pintar a casa e mudar a decoração (nem que seja trocar os móveis de lugar), isso tudo faz muita diferença.
Nosso amor para com a família precisa ser demonstrado diariamente. Chegar com um presentinho para os filhos ou para o cônjuge faz bem para a alma da família.

3. Cuidamos de nós mesmos (Rm 13:8-10)
Todos nós precisamos dispensar um cuidado especial com a nossa vida em todos os sentidos: praticar um esporte, tomar sorvete, ler um bom livro, arrumar o cabelo, comprar um roupa nova, comprar um perfume, fazer bem a si mesmo.

4. Cuidar do trabalho
Nosso trabalho merece zelo, merece nossa atenção. Não devemos ver apenas como um ganha pão, precisa haver investimento de nossa parte.
Invista, conquiste, não deixe a vida passar sem que você veja os sonhos do coração de Deus realizados em sua vida.

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sábado, 25 de janeiro de 2014

Feridas no Casamento, Deus Cura.

Salmo 42:1 a 3: “Como suspira a corça pelas correntes das águas, assim, por ti, ó Deus, suspira a minha alma. A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando irei e me verei perante a face de Deus? As minhas lágrimas têm sido o meu alimento dia e noite, enquanto me dizem continuamente: O teu Deus, onde está?”
Todos nós temos, em nosso corpo, marcas Raiz de amargura que contamina, às vezes, passa de geração para geração. Há famílias inteiras contaminadas com raiz de amargura, com perturbação. O Pai contaminou o filho. O filho contaminou o neto. O neto contaminou o bisneto; e são famílias amarguradas. São famílias que não conseguem ser felizes.
Quem já passou dissabores e decepções com pessoas próximas, sabe o que significa
Trair é uma maldade. Também. Se o cônjuge traído sempre foi fiel e fica sabendo da situação, instala-se uma dor de difícil cura. Abre-se uma ferida cheia de “pus” de ódio, tristeza, estranheza, sensação de estar casado agora com um inimigo, “sangra” muito. O que era íntimo, fica afastado; o que era confiável, fica desconfiado; o que era amigo, parece inimigo; o que era conhecido, fica estranho.
Por que estás abatida, ó minha alma, e por que te perturbas em mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei pela salvação da sua face”. Salmos 42:5
“Porque assim diz o alto, o sublime, que habita a eternidade, o qual tem o nome de Santo: Habito no alto e no Santo Lugar, mas habito também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos e vivificar o coração dos contritos”.Is. 57:15.
EXISTE CURA PARA ALMA DOENTE!
“É Ele que perdoa todos os seus pecados e cura todas as suas doenças.” Sl 103.3
“Só ele cura os de coração quebrantado e cuida das suas feridas.” Sl 147.3

I. Existem dois grupos de doentes da alma:
1. Os que admitem;
2. Os que ignoram;
Deus Ele tem o remédio certo para nos curar.
Três coisas devem-se fazer:
• Entender a dor.
• Expressar através do desabafo. (Jeremias 17:14) “cura-me”.
• Resolver através da forma correta. Requer-se espera ou ação, deve-se pedir a direção, a intervenção de Deus e com os olhos da fé, crer na vitória.

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sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Benditos Laços do Matrimônio

O sonho da maioria dos jovens, e conseqüência natural da vida, é a união conjugal. O desejo de ter uma família faz com que, a certa altura, as pessoas acrescentem às suas necessidades a de estabelecer um lar. Mas, muitas vezes, o sonho de constituir família torna-se um pesadelo. O casamento, ao invés de resolver o problema da solidão, passa a ser um problema ainda maior, e os cônjuges sentem-se frustrados, desanimados, arrependidos e muitos casamentos culminam em separação. Para que isso não ocorra com você ou com seus filhos, dedique-se ao estudo deste artigo.


I - QUE É O CASAMENTO


É uma instituição divina, Gn. 2: 18. Deus o estabeleceu, visando à felicidade do homem. Embora algumas pessoas citadas na Bíblia não fossem casadas, entre elas Jesus e Paulo, no entanto, Jesus mesmo ressaltou a importância do matrimônio e o confirmou como divino, Lc. 10: 7-9c.

É uma união exclusiva, Gn. 2: 24. A idéia original de Deus para o casamento é a monogamia. A recomendação bíblica é de que “...cada um tenha a sua própria esposa, e cada uma, o seu próprio marido", I Co. 7: 2.

É uma união permanente. A indissolubilidade do casamento é um dos valores em baixa em nossos dias. Para muitos, o matrimônio pode ser desfeito a partir do momento em que houver conflitos ou quando as partes envolvidas não combinarem mais. A Bíblia é clara com respeito a essa união permanente em Mc. 19: 9 e I Co. 7:10-11. A expressão “unir”, de Gn. 2: 24, originalmente tem o sentido de colar, soldar, pressupondo que qualquer tentativa de rompimento trará efeitos devastadores.


II - PARA QUE EXISTE O CASAMENTO


Companheirismo, Ec. 4: 9-12. Ao criar o homem, Deus viu que não era bom que ele estivesse só, Gn 2: 18. Deu-lhe, então, uma companheira. Esse é um dos grandes propósitos do casamento: compartilhar as experiências e, juntos, construírem seu patrimônio.

Procriação. As pessoas se casam para dar continuidade à existência da família, Gn. 1: 28. Gerar filhos é uma conseqüência natural do amor dos cônjuges.

Para ter um ambiente onde se possa regular a vida sexual, Hb. 13: 4. Ao contrário do pensamento ascético, as funções sexuais do homem e da mulher foram uma dádiva de Deus para o prazer de ambos. Sendo assim, a vida sexual deve ser exercida dentro do matrimônio, Pv. 5: 15-19, numa relação onde exista o respeito, Hb. 13: 4; mutualidade, comunhão, compreensão, consideração e amor, I Co. 7: 2-5 e I Pe. 3: 7.


III - DESAJUSTES NO CASAMENTO


Há muitos casamentos falidos. Muita gente conforma-se com a situação precária de seu matrimônio e continua junta apenas para manter as aparências. No entanto, a realidade é que experimentam, a cada dia, os dissabores que um matrimônio estragado pode gerar.


Quais são as causas desses desajustes?

Uma expectativa irreal por parte dos cônjuges. Alguns escolhem o casamento como fuga dos diversos problemas da casa dos pais. Vêem o casamento como um paraíso a ser vivido. Esquecem-se, porém, de que o casamento não sufoca a individualidade de cada um.

Falta de preparo dos cônjuges. Moços e moças enfrentam o casamento como se fosse apenas mais uma aventura. Há falta de informações, que deveriam ser oferecidas pelos pais, ou sobram informações distorcidas, oferecidas pela sociedade, e até mesmo igrejas têm deixado de transmitir aos seus jovens conselhos que os prepararão para tão nobre missão.

A concepção mundana do que é o casamento. Aqueles que têm grande influência sobre as pessoas através dos meios de comunicação nem sempre demonstram à sociedade um comportamento sadio em termos de matrimônio. Depravação, infidelidade e desrespeito são consideradas práticas normais, excluindo a idéia de que um casamento pode tornar-se uma fonte de felicidade para as pessoas, Rm. 12: 2.

Dependência e interferência dos pais. É preciso observar o verbo usado nas Escrituras: “deixará o homem seu pai e sua mãe”, Gn. 2: 24. Entretanto, com o casamento, um passa a pertencer à família do outro, Rt. 1: 16c. E a interferência não muito sábia dos pais, em certos momentos, pode causar transtornos ao lar recém-formado.

A ação destrutiva de satanás. O desejo do diabo é de destruir a paz e a felicidade dos lares, pois ele sabe que a família tem grande importância no plano de Deus. É necessário vigilância e oração para vencer as astutas ciladas do diabo, Jo. 10: 9; I Pe. 5: 8-9.

Como resolver os problemas do matrimônio.

Solidificá-lo na Palavra de Deus, Mt. 7:24-27. Essa estrutura acontece através de uma dedicação à leitura, estudo e prática da Bíblia, a fim de que o lar encontre forças para resistir às tempestades e intempéries da vida.

Praticando o perdão, Ef. 4: 32. Devemos aprender a perdoar, da mesma forma como Deus nos perdoou em Cristo Jesus.

Crendo no poder restaurador de Jesus, Mc. 9: 23. Se o diabo veio para matar, roubar e destruir, Jesus veio para que todos tenham vida e a tenham em abundância, Jo. 10: 9-10. Não existe nada que Deus não possa realizar visando à felicidade e o bem-estar de seus filhos, Lc. 1: 37.

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quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Crises e Perdas na Família


O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã
Os tipos de perdas que podemos enfrentar são as Normativas consideradas inerentes ao processo de desenvolvimento, como por exemplo, a passagem da infância para a adolescência. As perdas por Separação onde ocorrem rupturas e afastamentos, como numa separação conjugal,Perdas por Doenças que gerem limitações e ou incapacidades físicas ou emocionais

Definitivamente, as maiores alegrias que alguém pode experimentar estão dentro do seu próprio lar. Isso se deve porque os maiores tesouros que temos estão dentro de casa – nossa família.
Não só grandes alegrias podem ser experimentadas dentro, como também as dores mais agudas. Os maiores sofrimentos que temos podem ocorrer no seio familiar. Exemplos disso são as perdas que sofremos em nossa família. A perda de um filho, a perda do marido, a perda do pai ou mãe e mesmo a perda de um ente familiar querido. Não há nada que produza mais sofrimento à alma humana do que dores que tem sua origem na família.
Seja em menor escala, como um carro roubado ou um anel de estimação desaparecido, ou em proporções maiores, como a morte de um ente querido, qualquer tipo de perda é difícil de ser aceito e superado
Até mesmo a sabedoria traz consigo a tristeza de saber que a vida como um todo não é alegre (Ec 1:18).

Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu” (Ec 3:1).
A palavra de Deus diz: “Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.” (Romanos 8:28)
Amados, não importa qual seja sua condição, sua situação nesse momento, saiba somente uma coisa: somente Jesus pode repreender os ventos contrários de sua vida e as ondas de perdas que você foi acometido, pois só Ele tem soberania para isso.(Lucas 8:25)
Filho eu quero tanto
Enxugar teu pranto te fazer só meu.
Filho eu quero ser teu Deus
Eu te amo tanto,tanto,tanto,tanto
Filho vem ser meu,filho eu quero ser teu Deus

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quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Parceria Conjugal

Você já ouviu pelo menos uma destas declarações sobre o casamento?

*Um bom casamento seria entre um homem surdo e uma mulher cega.
*Um arqueólogo faz o melhor marido. Quanto mais velha ela fica, mais interessado ele se torna.
*Alguns casamentos foram feitos no céu, mas TODOS têm que ser mantidos na terra.
*Um casamento bem-sucedido não é sobre como achar a pessoa certa—é como SER a pessoa certa!
*Se a grama for mais verde do outro lado da cerca, pode ter certeza que a conta d’água também é maior.
*Casamento é como as moscas na tela da janela da cozinha.  As que estão dentro querem escapar, e as que estão fora querem entrar . . .

Todas elas são uma tentativa de definir o relacionamento conjugal. Mas, e Deus? Como o define? Como Deus descreve o relacionamento conjugal nas Escrituras? Como Ele caracteriza essa, a primeira e mais básica das instituições humanas? Às vezes ficamos tão preocupados em lidar com as situações matrimoniais diversas, que esquecemos de ensinar o padrão bíblico estabelecido por Deus.  Não deveríamos dar tanto enfoque às exceções e problemas que acontecem com vários casamentos, mas deveríamos focalizar o padrão original de Deus, exaltá-lo para nossos jovens, modelá-lo tanto quanto possível, e só então lidar com as exceções.

Num país onde o índice de casais divorciados cresce assustadoramente, a Igreja Evangélica precisa voltar às bases bíblicas e ensinar aos filhos de Deus os princípios para ajudar jovens a “peneirarem os candidatos” para o casamento, pais a orientarem seus filhos e casais a ajustarem seu relacionamento conforme a vontade de Deus. Um casamento feliz e duradouro não é nenhuma questão de “sorte” ou, como pensam outros, de se casar com a “alma gêmea”. Na verdade, um casamento feliz e duradouro acontece quando os cônjuges edificam seu lar segundo a vontade de Deus. No presente artigo não seria possível discorrer sobre todas as orientações que a Palavra de Deus nos dá sobre casamento, visto que há nela princípios para todas as situações no lar, mas gostaria de destacar três que servem de colunas para estruturar tanto casamentos futuros como casamentos já existentes.

I.  Casamento Bíblico é AUXÍLIO MÚTUO que precisa ser Resgatado pela Graça de Deus (Gn 2:15-18; 1:27,28; cf. 1 Co 7:1-5)
Ao ler o relato de Gênesis, imagine a cena:
Deus criou o mundo maravilhoso e nele plantou um belo jardim. Porém, logo Deus percebeu que “faltava” algo. Então Ele criou o homem a sua imagem e o pôs naquele lindo jardim com a missão de cultivá-lo e guardá-lo. Não demorou muito e Deus também percebeu que “faltava” algo para o homem que Ele havia criado. Não é bom que o homem esteja só, pensou Ele. O relato nos diz que primeiro tentou-se encontrar uma companheira para o homem dentre os animais já existentes. Porém, ao término do desfile dos animais, Adão não tinha encontrado uma parceria “idônea”. Então Deus o fez dormir e a partir de uma de suas costelas criou a mulher. Podemos dizer, portanto, que a mulher “nasceu da necessidade” do homem de ter uma companheira. Deus criou-a para ser auxiliadora do homem, o que significa que para ele a mulher é amparo, socorro e ajuda. O termo hebraico usado neste texto para a mulher como ajudadora é o mesmo empregado quando a Bíblia diz que Deus é ajudador. Ou seja, assim como Deus é um ajudador nobre e digno, a mulher também é digna e nobre no seu papel de auxiliadora. O texto também diz que Deus a fez idônea, ou seja, fê-la correspondente ao homem, porém um pouco diferente. É muito importante ressaltar que a mulher não foi feita “igual” ao homem e também não foi criada muito ‘diferente’ do homem. Na verdade, o plano de Deus é de que a mulher complemente o homem e este a complemente.

Para que ocorra esta complementação é necessário que haja auxílio mútuo dos cônjuges. O casal precisa reconhecer que um precisa do outro, que um preenche a lacuna do outro e, que sendo assim, o casamento não é lugar de competição, mas, sim, de cooperação. Há casais que tentam até mesmo eliminar as diferenças entre homem e mulher! Mas tentar fazer isso é querer destruir o plano de Deus, visto que foi Ele mesmo que planejou que estas diferenças entre homem e mulher existissem. Não há necessidade de se anular as diferenças! Na verdade, o casal que vive segundo os padrões de Deus reflete em seu relacionamento a glória de Deus. O casamento é o meio para o homem desfrutar de um relacionamento seguro e íntimo tal qual é o relacionamento das três pessoas na Trindade.


II.  Casamento Bíblico é AMIZADE MATRIMONIAL que precisa ser Resguardada contra ameaças (Pv 2:15-17; Ml 2:14)
O termo hebraico usado por Salomão para descrever o “amigo” da mocidade tem o sentido de “dócil, doado, amigo, íntimo que está totalmente à vontade, inocente, vulnerável”. Intimidade bíblica e total implica em inocência, vulnerabilidade, acesso e transparência. A intimidade assim ocorre quando duas pessoas ficam  totalmente expostas uma diante da outra.

Não é possível alguém se casar com uma pessoa que se enquadre na descrição de dócil, amiga e etc. se durante o namoro a amizade entre ambos não foi desenvolvida. E mesmo aqueles que se casaram tendo um bom nível de amizade correm o risco de vê-lo decrescer se esta amizade não continuar sendo cultivada. Durante o namoro o jovem tem a oportunidade de desenvolver uma amizade profunda com seu namorado(a). Usamos a palavra “desenvolver” porque na verdade a amizade tem de ser buscada e cultivada, ao contrário do que a mídia propõe ser algo que acontece! E o primeiro passo para um jovem se tornar amigo de seu futuro cônjuge é se conscientizar e determinar que ele pertence a outro. No  seu coração, sugerimos que o jovem faça um voto de pertencer exclusivamente ao seu futuro cônjuge. Ele pode confiar na soberania de Deus de que a sua “princesa encantada” já está a sua espera. A jovem pode ter certeza de que ela pertence àlgum “príncipe encantado”, que logo estará saindo numa longa (ou curta) viagem ao encontro dela. E por isso ela não precisa sair quinze minutos antes que ele chegue para “ficar” com alguma rã que nunca será príncipe! Com esta confiança e dependência na Soberania de Deus será natural para o (a) jovem peneirar bem as (os) candidatas (os) que aparecerem ao longo do caminho. Outra sugestão é de que o jovem pode fazer uma  lista das qualidades que ele deseja no seu futuro cônjuge e orar sobre elas. Esta medida simples prepara o jovem para avaliar-se a si mesmo quanto a estas qualidades e para um futuro diálogo franco com seu candidato a cônjuge. Acima de tudo o jovem não precisa ser  precipitado e nem sair desesperado para se  casar! É  muito melhor ser solteiro e feliz no serviço de Jesus, do que se casar e viver infeliz  num jugo desigual. Os pais têm um papel fundamental neste quesito. Pela orientação da Palavra de Deus eles podem preparar seus filhos para o casamento. Ensinando-lhes princípios de namoro e orando pelo futuro cônjuge de seus filhos, os pais “guardarão” o coração deles.  Sugerimos que os pais conversem com seus filhos sobre seus relacionamentos. Deixem um exemplo de amizade conjugal com seu cônjuge ao qual eles poderão seguir e imitar. Quando os filhos percebem que seus pais se amam, eles serão mais seguros para desenvolver o mesmo tipo de relacionamento com seus cônjuges.

Todavia, os filhos somente se convencerão de que seus pais realmente são amigos e se amam se perceberem os sinais visíveis desta “amizade conjugal”. Os sinais claros da amizade conjugal são demonstrados pelo tempo em que os pais gastam juntos conversando e também orando. Também os filhos devem saber que, mesmo se obstáculos entre os pais forem erguidos por algum motivo, estes serão retirados o mais rápido possível para que se preserve o amor e a amizade no casamento. Os filhos não devem saber somente que seus pais erram, mas devem também saber que eles se arrependem de seus erros e se perdoam mutuamente. E encorajamos aos casados de que para gastar tempo juntos não será preciso mudanças radicais em suas agendas. Basta aproveitar bem o tempo das refeições, procurar dormirem sempre juntos (é incrível o números de cônjuges que sempre vão para o quarto adormecerem sozinhos!). O casal deve planejar um tempo para saírem com o propósito de “namorarem como antigamente”. Também seria muito bom o casal praticar algum hobby juntos. A manutenção da amizade no casamento não tem apenas o objetivo de “guardar o coração dos filhos”. Na verdade, a manutenção da amizade no casamento se transforma em um verdadeiro escudo contra as duas principais ameaças que rondam qualquer casamento: a traição e o divórcio.

Um casamento sem amizade conjugal torna-se um relacionamento frio e expõe os cônjuges à tentação de quererem encontrar uma pessoa “mais interessante” só pela possibilidade de que ela lhe dê mais atenção. A amizade é o combustível que mantém acesa a chama da confiança e intimidade. Já foi comprovado que um dos motivos sempre presentes em um divórcio é o fato de que deixaram de ser amigos!  

III.  Casamento Bíblico é ACORDO MINISTERIAL que precisa ser Relembrado  (2 Co 6:14-16)
Neste último princípio, queremos lembrar aos casados e aos futuros casais de que o casamento não visa apenas realização pessoal de cada cônjuge e com isso o alcance da alegria. O casamento conforme a perspectiva bíblica visa um propósito muito maior: promover o Reino de Deus. Normalmente o texto de 2 Co 6.14-15 é exposto e sempre ressaltado como advertência contra o namoro com incrédulos ou talvez como advertência contra uma sociedade com não-crentes em algum tipo de  negócio. A ênfase recai sobre o jugo “desigual”. Embora isto seja verdade, gostaria que olhássemos para o texto por uma ótica oposta, positiva. Entrando “pela porta dos fundos”, vamos descobrir o ideal para um casamento, como sendo um “JUGO IGUAL”. Por que jugo igual?  Porque o propósito do casamento é um serviço mútuo do casal no campo do Agricultor celestial! A figura do jugo é uma figura agrícola. “Jugo” ou “canga” é um artefato que o fazendeiro usa para unir dois bois ou cavalos para puxarem o arado. O jugo é usado sempre para unir dois animais da mesma espécie e de mesmo tamanho. Caso contrário, não haverá êxito no trabalho de arar o campo. Sendo assim, a idéia de “aliança” ou “acordo” está implícita no termo “jugo”. Foi assim que o profeta Amós, em outro contexto, perguntou: “Andarão dois juntos, se não houver entre eles acordo? (3.3). Com esta pergunta, Amós nos leva a refletir de que um casamento é também uma sociedade, ou seja, os cônjuges são “parceiros” ou “sócios”; nesta sociedade os cônjuges estão em “comunhão” e “harmonia”, isto é, estão em união comum e firmaram um pacto mútuo de juntar forças para alcançar um fim. Do ponto de vista bíblico, o fim que um casal deve alcançar é a promoção do Reino de Deus. Ao longo da História da Igreja, Deus continua usando a família para influenciar e transformar o mundo, promovendo seu Reino. A título de exemplo desta verdade, podemos levar em conta os muitos pastores e suas esposas que estão engajados no ministério integral. Infelizmente, hoje, está na moda resgatar o relacionamento conjugal como fim em si mesmo. E na verdade corremos o risco de cair em familiolatria. Como já vimos antes, Deus quer  que o casal “curta” seu relacionamento, que sejam grandes amigos, que experimentem a máxima intimidade, que cultivem seu relacionamento a dois e que priorizem  esse relacionamento. Mas que tudo isso para o bem do Reino. Jesus continua em primeiro lugar! Cristo tem toda a primazia. É preciso lembrar que não seremos casados durante a eternidade.  Nossos casamentos são relacionamentos terrenos, concedidos pela graça de Deus, para melhor servirmos e glorificarmos a Deus. Como sempre, a igreja é a providência de Deus para qualquer casal se envolver de maneira prática na promoção do Reino. Existem nela muitas oportunidades para um casal trabalhar como família, por exemplo: dirigirem juntos um culto infantil, serem recepcionistas, ensinarem uma classe de EBD ou cantarem juntos no coral. Ao discorrermos sobre estes três princípios bíblicos, mais uma vez queremos afirmar: um casamento feliz e duradouro não é uma questão de sorte. O casamento foi projetado por Deus para “funcionar” de forma perfeita, desde que o casal siga as Suas instruções. Quando os cônjuges compreendem que o auxílio mútuo deve ser resgatado, que a amizade matrimonial deve ser preservada e que o casamento também é um acordo ministerial que precisa ser relembrado, com certeza o casamento trará realização tanto para eles como para o Reino de Deus.

Casamento bíblico é parceria conjugal a bem do Reino de Deus.
*Casamento bíblico é AUXÍLIO MÚTUO que precisa ser RESGATADA.
*Casamento bíblico é AMIZADE MATRIMONIAL que precisa ser RESGUARDADA.
*Casamento bíblico é ACORDO MINISTERIAL que precisa ser RELEMBRADO

Um Desafio Final:
1) Jovens: É isso que você quer? É isso que você deseja? Ou será que seus sonhos sobre o casamento são mais voltados para sua casinha, seus bebês, seu romanticismo? Deus une o casal numa parceria visando seu impacto para o Reino. Até você abraçar esse, Seu plano, você não está pronto para casar.

2) Pais: Você está preparando seus filhos para casamento bíblico? Seu exemplo tem preparado o caminho? Se você se encontra numa situação irregular, você tem explicado isso para seus filhos e trabalhado e orado que eles evitem os mesmos erros?

3) Casais: Vocês precisam relembrar o propósito do seu relacionamento? Cultivar sua amizade/intimidade para que contribua para o Reino de Deus? Tem se tornado egoístas? Ou vivem para eternidade?

Pr. Davi Merkh 

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terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Os Sustentáculos do Lar

Texto: Gn. 2:18-24

Vejamos o romance de Shakespeare, Romeu e Julieta, em que o desenvolvimento um tanto emocionante, depois que o leitor ou expectador torce, sonha com o encontro, com o casamento e depois morrem os dois. Para quem gosta de choques psicológicos nada melhor. Mas creio que é assim que funciona o casamento quando ambos morrem para si mesmos e transformam-se em uma só carne (Gn.2:24). E o homem entendeu ao dizer: “Esta é osso dos meus ossos e carne da minha carne”.

Devido a tudo isto, creio que o casamento é a arte de viver juntos. Também a mais difícil. Para muitos tem sido uma grande frustração.

Mas Deus tem as normas para um casamento feliz. É possível um pedacinho do céu aqui na terra. Tê-lo entretanto custam altos investimentos que meios superficiais jamais pagariam.

Analisemos os sustentáculos do nosso lar baseado no lar modelo, o lar edênico.

1 – Compreensão do papel sexual
A Bíblia diz que homem e mulher os criou (Gn.1:27).
É necessário para perfeita harmonia à compreensão do que é homem e do que é mulher. Afim de que não se exija do companheiro o impossível.
Há diferenças importantes quer na natureza, quer nos papéis a desempenhar.
Temos diferenças biológicas, emocionais e comportamentais.
O homem tem o papel ativo e a mulher passiva, ela é intuitiva, detalhista, sensível e ele, mais prático, universal, olhando o geral, não se preocupando com os detalhes que para as mulheres é tão importante.
Ignorar estes aspectos podem prejudicar o relacionamento de forma potencial.

2 – Uma dependência mútua
A maior idiotice que um casal pode cometer é achar que não dependem um do outro.
(Gn.2:24; Sl.68:6).

3 – O sacrifício pessoal
Quando o cônjuge trocar a busca de sua auto-realização da felicidade própria e começar a pagar o preço do auto-sacrifício gozará da verdadeira felicidade.

4 – Uma transparência total
O nosso século esta invertendo a ordem: Quando solteiros estão se expondo, mas ao casarem-se começam a fecharem-se. Digo que o homem e a mulher devem estar despidos da hipocrisia. É necessário que o casal se mantenha aberto para o diálogo, nada de coisas escondidas. Pois, a felicidade conjugal é em proporção da própria entrega e da transparência total.

5 – Unidade absoluta
Gn. 2:24 – “E serão os dois uma só carne”.
Ë misterioso e fantástico, mas é Deus que fez isto, que os somou.
E quando a união é mais completa possível, ela será mais feliz.
É a união no corpo na alma e no espírito. Tendo a mesma fé, orar juntos, congregar juntos, os mesmos objetivos, os mesmos sonhos e compartilhar juntos das vitórias alcançadas.
Jesus é força da suprema união.

6 – A presença de Deus em nosso lar
Deus andava neste lar paradisíaco. Ele comungava com este casal. O dia mais triste para todas as famílias da terra foi quando Deus foi expulso por aquele casal, do seu convívio e comunhão através do pecado. E aí entrou o hospedeiro, satanás, trazendo o egoísmo, violência, alcoolismo, drogas, rebelião, separações, prostituição e outros males.
E que tristeza tornou-se o nosso mundo.

Conclusão: A busca continua de Deus, a obediência de seus preceitos é condição indispensável para um matrimônio feliz
Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam (Sl.127:1).

Jesus deve ser convidado a estar em nosso lar. Sem Ele nos decepcionaremos e com ele nosso lar se encherá de gozo indizível.

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segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Os mandamentos do casamento

10 MANEIRAS DE AMAR A SUA ESPOSA

Compreenda os sentimentos dela.
Separe um tempo especial para passar com ela.
Reconheça o que ela fez por você.
Não permita que ela exerça atividades que superem sua capacidade física.
Admita seus erros: não tenha medo de ser humilde.
Demonstre o seu afeto por ela de várias maneiras.
Conforte-a quando ela estiver triste.
Escolha cuidadosamente as suas palavras, especialmente quando estiver zangado.
 Dê a sua esposa a prefência, nunca considere outra pessoa mais importante do que ela.
Quando você for corrigí-la, faça isso com amor.


10 MANEIRAS DE AMAR O SEU ESPOSO

Ajude-o a alcançar seus objetivos.
Livre-se dos hábitos que o aborrecem.
Seja amável com os amigos e parentes dele.
Não o critique na frente de terceiros.
Não discorde dele na frente dos filhos.
Considere-o importante.
Quando ele falar com você, abaixe a revista ou desligue a televisão e dê-lhe sua atenção.
Seja compreensiva quando ele se esquecer de datas importantes.
Seja criativa ao expressar seu amor, quer em palavras ou atos.
Preste mais atenção nele do que nos outros em público.

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domingo, 19 de janeiro de 2014

Os deveres do marido

“Deixará o homem pai e mãe e se unirá a sua mulher” (Mateus 19:5). “Deixar” é “deixar para trás” e "partir" da ligação de seus pais. “Unir” é “grudar como cola”.

Seja o cabeça como Cristo é o cabeça da igreja e o salvador do corpo (Efésios 5:23, 1 Coríntios 11:3). Como o “cabeça”, Cristo é aquele que tem autoridade, aquele que conduz e sustenta, aquele cuja palavra é suprema. Como o “salvador”, ele é o protetor e o fornecedor, o grande sacrifício e o mediador em nosso interesse.

Cuide daqueles de sua casa (1 Timóteo 5:8). O homem que não cuida dos seus não é um homem de verdade.

Ame sua esposa como Cristo amou a igreja e se deu por ela (Efésios 5:25). Jesus é o maior exemplo devido ao seu amor sacrificial. Sua esposa terá prazer em submeter-se a um homem que a ame desse modo.

Viva com sua esposa em uma maneira compreensiva, dando lhe a honra como a parte mais frágil (1 Pedro 3:7). Se você queix-se que não compreende sua esposa, é melhor você aprender a entendê-la, porque Deus ordena que compreenda! Ela merece honra.

Não trate a sua esposa com amargura (Colossenses 3:19). Como no ponto anterior, isso envolve o tratamento justo que sua esposa merece.

Conceda a sua esposa o afeto que lhe é devido (1 Coríntios 7:3). Você é obrigado, entre outras coisas, a satisfazer suas necessidades e seus desejos sexuais. Muitos casamentos poderiam ter continuados se isso fosse praticado.

Não prive sua esposa de seu corpo, porque pertence-lhe (1 Coríntios 7:4-5). Não cumprir suas obrigações conjugais com sua esposa é roubar o que lhe é devido.

Não provoque seus filhos à ira, mas criai-os na disciplina e na admoestação do Senhor (Efésios 6:4). Seja justo e honesto. E não deixe toda a disciplina para sua esposa, porque a responsabilidade é sua.

Andrew Mitchell

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sábado, 18 de janeiro de 2014

Os deveres da esposa

Seja uma auxiliadora para seu marido (Gênesis 2:18). Esta é a finalidade pela qual você foi criada. Nunca se esqueça disso. Nenhum cônjuge deve servir a si mesmo de maneira egoísta, mas deve servir ao outro. Isto é principalmente verdadeiro para você como esposa. “Porque o homem não foi feito da mulher, e sim a mulher, do homem. Porque também o homem não foi criado por causa da mulher, e sim a mulher, por causa do homem” (1 Coríntios 11:8-9).

Seja submissa ao seu marido em tudo, assim como a igreja é submissa a Cristo (Efésios 5:22-24; Colossenses 3:18; 1 Pedro 3:1-6). Nós não precisamos procurar saber se isso ainda é apropriado ou se está ultrapassado. Os movimentos de libertação feminina podem levantar-se e cair, mas a Bíblia ainda diz: “Mulheres, sede vós, igualmente, submissas a vosso próprio marido” (1 Pedro 3:1).

Seja uma boa dona de casa (Tito 2:4-5; 1 Timóteo 5:14). O mundo nunca voltará a Deus até que, de algum modo, colocarmos as donas de casas de volta nos lares em vez de se dedicarem às carreiras. A mão que balança o berço governa o mundo.

Tenha um espírito manso e tranqüilo (1 Pedro 3:4). Talvez há mulheres hoje que gostariam mais que pensassem nelas como “pessoas” e não “mulheres”. Ao protestar e queixar-se são barulhentas, tumultuosas e conseqüentemente disonrosas. É honorável ser uma mulher (1 Pedro 3:7), e ter "um espírito manso e tranqüilo, que é de grande valor diante de Deus" (1 Pedro 3:4).

Conceda ao seu marido o afeto que lhe é devido (1 Coríntios 7:3). Em uma base igual, ambos os partidos são obrigados, entre outras coisas, a satisfazer os desejos sexuais do outro.

Não prive seu marido de seu corpo, porque pertence a ele (1 Coríntios 7:4-5). Não cumprir suas obrigações conjugais com seu marido é roubar o que lhe é devido.

“O que acha uma esposa acha o bem e alcançou a benevolência do Senhor” (Provérbios 18:22)

Abuso de 1 Coríntios 7:3-5

Abusando daquilo que Paulo disse. Há duas maneiras que alguns abusam daquilo que Paulo disse: ➊ não obedecendo o mandamento, ➋ distorcendo o que ele disse para justificar o sexo forçado. O primeiro é desobediência total. O segundo é repugnante e desatencioso. Ambos são pecaminosos! Para refrescar sua memória, aqui estão os deveres que eu mencionei com esta passagem:

●     Conceda ao seu marido o afeto que lhe é devido (1 Coríntios 7:3). Em uma base igual, ambos os partidos são obrigados, entre outras coisas, a satisfazer as necessidades e os desejos sexuais do outro.

●     Não prive seu marido de seu corpo, porque pertence a ele (1 Coríntios 7:4-5). Não cumprir suas obrigações conjugais com seu marido é roubar o que lhe é devido.

Definindo o que Paulo disse. Meus comentários eram apenas para definir literalmente o que Paulo disse. Vamos examinar a frase, "conceda ... o que lhe é devido”. Qualquer dicionário mostrará que "conceder" significa "dispor para que (alguém) faça uso de (um direito seu)”. Isso implica que a outra pessoa tem direito de “usar” aquilo, assim tornando “obrigado” que o outro permita. Também, na frase, "não priveis um ao outro", "privar" significa "Impedir(-se) de ter a posse ou gozo de alguma coisa ou de algum bem, abster-se de”. Ou seja, não “pagar” é "roubar" o que é "devido" o outro cônjuge.

Não Seja Egoísta! Paulo está incentivando a consideração sem egoísmo para o outro cônjuge. Deve haver um consentimento de ambos os cônjuges, sobre ter ou não relações sexuais. Se não houver sexo, deve haver consentimento (versículo 5). Do mesmo modo, se o sexo ocorrer, deve haver consentimento. Nenhum cônjuge deve reter o sexo do outro de maneira egoísta. Por outro lado, cada cônjuge precisa levar em consideração o outro e não abusar dessa passagem para própria satisfação egoísta. O ponto: "Não seja egoísta, de nenhuma das duas maneiras!"

Andrew Mitchell

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